von
Trina nasceu em 1961, em Lisboa, mas situa a sua naturalidade genética em
Proença-a-Nova (Beira Baixa), e a naturalidade adoptiva em Gouveia (Serra da
Estrela).
Iniciou a sua actividade literária, desde que aprendeu a escrever,
dispersando colaboração poética descontínua - também com outros pseudónimos
- em vários jornais, revistas e WEB.
Desde 1996, publica regularmente poesia, em livros e CD's colectivos (ASSIM
SE DIZ, Editorial Minerva, coord. de Ângelo Rodrigues), tendo diversos
poemas seus, sido também incluídos no espectáculo «Noite de Poesia»
do Grupo Escola Velha - Teatro de Gouveia.
«SÓ O AMOR DE UM SER INTERESSANTE É BELO E EXCITANTE» (poesia) será a sua
próxima obra a editar brevemente pela Editorial Minerva.
1.
Ao ler os poemas de von Trina, sobretudo o capítulo sobre Timor, recordei
aquele famoso e ultimo verso de um poema de António Gedeão: «Abaixo o
mistério da poesia!» (poema Enquanto).
2.
von Trina tem uma sofisticada sensibilidade, percebendo, como ninguém,
através da mais-valia das palavras amargas e doces, as fraquezas deste
mundo, qual dádiva astuciosa dos deuses, e, hironica-mente, sarcastica-mente,
retracta a decadência do homem do nosso tempo: a "cultura do supérfluo", as
mazelas do social, a arrogância, a sobranceria, a prepotência, a petulância,
a estupidez (...).
3.
O poema é, para von Trina, uma
arma que espicaça as consciências algo adormecidas, uma arma para lutar
contra as ideias-feitas, o tudo-pronto, o tudo-dado, o já-pensado, os
marasmos quotidianos. A poesia de von Trina é, assim, um campo de batalha, o
inimigo é a excessiva normalidade do Homem: «Arrelia-me a prepotência /
Incomoda-me a deferência / Arreporra para a normalidade».
4.
Estamos, com esta provocadora obra poética, no lado mais irreverente e nobre
de toda e qualquer criação. O tom lírico-irónico é uma das marcas mais
visíveis do fazer-literário deste autor.
5.
Poeta é aquele que resiste, que interroga, que luta, que se inquieta, que se
revolta, que subverte o instituído, que diz NÃO(!). Eis um poeta-vidente,
profeta, anunciador, avisador, inconformista-radical, idealístico,
insatisfeito, crítico de ortodoxias e de algumas deferências, desbravador e
caminheiro de sentidos, de diferenças, ousadias, adorador da Beleza deste
mundo e dos outros (acessíveis aos criadores-artistas). von Trina é um
humanista por excelência, um cidadão do mundo, um homem com alma-grande,
proporcional ao seu peso, "bom garfo", ou não fosse o Homem espírito e corpo
(e o corpo de von Trina não se alimenta apenas com uma sopinha de letras);
ao ler os poemas de von Trina, dá vontade de gritar (alto e a bom som) estes
famosos versos da saudosa poetiza Natália Correia: «Ó subalimentados do
sonho, a poesia é para se comer». Façam favor de comer a poesia de von
Trina! Alguns farão bem a digestão, outros não.
Ângelo Rodrigues
CONVITE
EDITORIAL MINERVA e o autor
têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a Sessão de
Apresentação da obra poética A DÁDIVA
ASTUCIOSA DOS DEUSES de von Trina, a realizar no Sábado,
dia 27 de Maio
de 2000, pelas 21:30
horas em
FEIRA DO LIVRO DE LISBOA
Auditório da
APEL - Parque Eduardo
VII - Lisboa
Coordenação da
sessão e breve reflexão sobre a obra pelo escritor e "animador de cultural" Ângelo Rodrigues.
Apresentação da obra e autor pelo escritor e "animador de ideias" Júlio
Roberto. Selecção e leitura de alguns poemas da obra pelo
Jograis
Orpheu e representação poemática pelos actores Victor Emanuel, Ângela Mendes da Silva, Rui Eufrázia e Pedro Silva.
Performances musicais pelo grupo de blues
The Moonshiners
e por
Carlos Silva.
OUTRAS APRESENTAÇÕES PÚBLICAS
ESCOLA BÁSICA 2/3 de
PROENÇA-A-NOVA, 20 de Outubro de 2000;
AUDITÓRIO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO
ACADÉMICA DA UBI - Covilhã, 21 de Outubro de 2000;
AUDITÓRIO MUNICIPAL DE
PROENÇA-A-NOVA, 22 de Outubro de 2000.