A DÁDIVA ASTUCIOSA DOS DEUSES

poesia

vonTrina

 

Data: Abril de 2000

Coordenação literária: Ângelo Rodrigues

Capa e ilustrações: João Apolinário, 2000

ISBN: 972-591-408-2

Depósito Legal nº 148810/00

Formato: 21 x 14,5 cm

Páginas: 64

Preço de capa: 10 €

 

PRIMEIRA BADANA

von Trina nasceu em 1961, em Lisboa, mas situa a sua naturalidade genética em Proença-a-Nova (Beira Baixa), e a naturalidade adoptiva em Gouveia (Serra da Estrela).
Iniciou a sua actividade literária, desde que aprendeu a escrever, dispersando colaboração poética descontínua - também com outros pseudónimos - em vários jornais, revistas e WEB.
Desde 1996, publica regularmente poesia, em livros e CD's colectivos (ASSIM SE DIZ, Editorial Minerva, coord. de Ângelo Rodrigues), tendo diversos poemas seus, sido também incluídos no espectáculo «Noite de Poesia» do Grupo Escola Velha - Teatro de Gouveia.
«SÓ O AMOR DE UM SER INTERESSANTE É BELO E EXCITANTE» (poesia) será a sua próxima obra a editar brevemente pela Editorial Minerva.

AVULSAS IMPRESSÕES

1. Ao ler os poemas de von Trina, sobretudo o capítulo sobre Timor, recordei aquele famoso e ultimo verso de um poema de António Gedeão: «Abaixo o mistério da poesia!» (poema Enquanto).

2. von Trina tem uma sofisticada sensibilidade, percebendo, como ninguém, através da mais-valia das palavras amargas e doces, as fraquezas deste mundo, qual dádiva astuciosa dos deuses, e, hironica-mente, sarcastica-mente, retracta a decadência do homem do nosso tempo: a "cultura do supérfluo", as mazelas do social, a arrogância, a sobranceria, a prepotência, a petulância, a estupidez (...).

3. O poema é, para von Trina, uma arma que espicaça as consciências algo adormecidas, uma arma para lutar contra as ideias-feitas, o tudo-pronto, o tudo-dado, o já-pensado, os marasmos quotidianos. A poesia de von Trina é, assim, um campo de batalha, o inimigo é a excessiva normalidade do Homem: «Arrelia-me a prepotência / Incomoda-me a deferência / Arreporra para a normalidade».

4. Estamos, com esta provocadora obra poética, no lado mais irreverente e nobre de toda e qualquer criação. O tom lírico-irónico é uma das marcas mais visíveis do fazer-literário deste autor.

5. Poeta é aquele que resiste, que interroga, que luta, que se inquieta, que se revolta, que subverte o instituído, que diz NÃO(!). Eis um poeta-vidente, profeta, anunciador, avisador, inconformista-radical, idealístico, insatisfeito, crítico de ortodoxias e de algumas deferências, desbravador e caminheiro de sentidos, de diferenças, ousadias, adorador da Beleza deste mundo e dos outros (acessíveis aos criadores-artistas). von Trina é um humanista por excelência, um cidadão do mundo, um homem com alma-grande, proporcional ao seu peso, "bom garfo", ou não fosse o Homem espírito e corpo (e o corpo de von Trina não se alimenta apenas com uma sopinha de letras); ao ler os poemas de von Trina, dá vontade de gritar (alto e a bom som) estes famosos versos da saudosa poetiza Natália Correia: «Ó subalimentados do sonho, a poesia é para se comer». Façam favor de comer a poesia de von Trina! Alguns farão bem a digestão, outros não.

 

 Ângelo Rodrigues
 

CONVITE

EDITORIAL MINERVA e o autor têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a Sessão de Apresentação da obra poética A DÁDIVA ASTUCIOSA DOS DEUSES de von Trina, a realizar no Sábado, dia 27 de Maio de 2000, pelas 21:30 horas em

FEIRA DO LIVRO DE LISBOA

Auditório da APEL - Parque Eduardo VII - Lisboa

Coordenação da sessão e breve reflexão sobre a obra pelo escritor e "animador de cultural" Ângelo Rodrigues. Apresentação da obra e autor pelo escritor e "animador de ideias" Júlio Roberto. Selecção e leitura de alguns poemas da obra pelo Jograis Orpheu e representação poemática pelos actores Victor Emanuel, Ângela Mendes da Silva, Rui Eufrázia e Pedro Silva. Performances musicais pelo grupo de blues The Moonshiners e por Carlos Silva.

OUTRAS APRESENTAÇÕES PÚBLICAS

ESCOLA BÁSICA 2/3 de PROENÇA-A-NOVA, 20 de Outubro de 2000;

AUDITÓRIO DA SEDE DA ASSOCIAÇÃO ACADÉMICA DA UBI - Covilhã, 21 de Outubro de 2000;

AUDITÓRIO  MUNICIPAL DE PROENÇA-A-NOVA, 22 de Outubro de 2000.

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