Desde
muito novo senti a necessidade de expressar no papel o que de irreal me
afluía à mente juvenil, desde histórias que ao serão lia para meus pais
e amigos da casa, a poemas de absoluta inocência, fruto de uma infância
muito feliz.
Pelos dezassete anos tive a felicidade de conhecer o grande
declamador João Villaret, ao qual o meu padrinho mostrou alguns dos meus
poemas, seu interesse foi imediato e a partir daí tive um professor atento
e de meu padrinho, a abertura da sua vasta e preciosa biblioteca, onde os
mais variados autores verteram para mim os seus riquíssimos conhecimentos,
a par com o desporto, era onde aplicava os meus tempos livres da Escola.
Foi na Escola Salesiana do Estoril, onde pela primeira vez
subi a um palco para dizer a minha poesia. Graças possivelmente ao meu
professor fui convidado a escrever na página literária de um grande jornal
diário de Lisboa; Foi aí que se interrompeu a minha carreira como poeta e
escritor, o lápis azul da censura iniciou o seu sujo trabalho até me fazer
parar por completo na descrição inocente, mas pelos vistos incómoda, do
sentir da juventude do meu tempo.
No ano de 2001 já navegando pela Internet alguém mereceu um
pequeno poema, de minha autoria, do qual fez rasgados elogios e me
incentivou e reiniciar os meus trabalhos abandonados há muitos anos. A
essa pessoa a minha eterna gratidão, porquanto até hoje nunca parou de
exigir de mim tudo que em poesia e escrita eu posso fazer. Tenho graças a
essa pessoa poesia com belíssimas formatações e PPS’s elaborados com a sua
arte digital e onde o seu bom gosto é notório, espalhados pela Internet,
onde já por diversas vezes fui premiado pelos meus trabalhos.
Fiz já parte de Antologias de diversas partes do mundo e
tenho neste momento dez livros de poesia prontos a editar. Escrevo ainda
um livro sobre a guerra e descolonização de Angola, já em fase de
acabamento, que leva por titulo DAMA BRANCA DE ANGOLA. Este livro descreve
essencialmente o sentir dos jovens enviados para a guerra, os usos e
costumes e a magia das terras onde estive e a própria guerra em si, com
todos os episódios rocambolescos e por vezes trágicos.