Daniel
Costa-Lourenço nasceu a 9 de Outubro de 1976, no Chiado, em Lisboa.
A escrita flui-lhe
naturalmente desde cedo como uma primeira manifestação da sua vontade de
exteriorizar ideias e sentimentos.
Daí à participação em vários
sítios de poesia na internet, até à colaboração no suplemento literário do
Diário de Notícias, o DN Jovem, e a criação de um blogue, foram pequenos
mas seguros os passos
que tem dado no
amadurecimento da sua visão do mundo, das cidades e das pessoas, que só a
espera e a paciência tornam possível.
Assumindo-se como jurista de vocação, ao formalismo do direito sempre se
contrapôs a liberdade criativa e emocional da poesia, como uma verdadeira
recompensa assente na beleza
da criação, da análise e observação inocente das emoções e do seu cenário
quase teatral.
Nunca
é simples falar de poesia. Dessa escrita da alma que percorre, vagabunda,
os afectos e as emoções. Vagabundagem quase peregrinação, em palavras que
passeiam, batidas, ritmadas, pulsadas, pela poesia deste livro.
Nunca é simples falar de um autor.
Especialmente quando não se sabe se a poesia vem da Amizade ou...a Amizade
veio da poesia...Sabe-se, porque se sente, que esta alma revelada em texto
nos dá o prazer da dor e da alegria, nos dá o olhar pelo Humano e o olhar
por esta Lisboa por ele tão amada. E que a plenitude ainda está por
chegar.
Fernanda Maria Gouveia
Poeta
do ocre quente em final de tarde com salpicos pretos a esvoaçar rasando
telhados, ruas calmas e adormecidas. Poeta do sentimento e do detalhe que
nos transporta à memória do simples acto diário em jogo de sobrevivência.
E tudo
parece tão natural, tão real, que a dimensão temporal que medeia entre a
descrição e o acontecimento se esvai num murmúrio lento, melífluo e
acolhedor.
Conheci o Daniel por acaso. Obras dos
tempos modernos, do portal de comunicação cibernáutico, que ampliam as
relações humanas. Cedo se mostrou interessado em colaborar num projecto já
de si, também ele, desinteressado. Daí, à apreciação singular da sua
escrita, todos foram unânimes em realçar as formas, o termo escorreito
utilizado e a realidade retratada em pinceladas literatas. Atrevo-me mesmo
em considerá-lo um poeta do neo-realismo moderno, na denúncia que faz das
injustiças sociais apaziguadas, as demais das vezes, pelo tom leve e
envolvente de uma escrita mítica queiroseana. Mas a realidade está lá.
Escancarada, “…como um
incêndio de verão sem remédio onde todo o vento sopra”. Destinada
realidade.
Luís Ribeiro
Chorão
Gestor do site de poesia "Shrine of Hypnos"
CONVITE
Editorial
Minerva e o autor, têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para
a sessão de apresentação da obra de poesia AS VOZES EM
TI de
Daniel Costa-Lourenço,
a realizar no
sábado,
dia 12 de
Março de 2005, pelas 18:15 horas
em
PALÁCIO
GALVEIAS - Biblioteca Municipal Central
Sala das
Colunas - Campo Pequeno - Lisboa
Coordenação da sessão e breve reflexão sobre a obra pelo
animador-cultural Ângelo Rodrigues.
Apresentação da obra e autor por Fernanda Maria Gouveia. Selecção e
leitura de alguns poemas pela actriz Adelina Oliveira. Performance
musical (canções) pelo grupo de jograis O Seu Contrário (Cristina Estrompa, von Trina
e Pedro Mulder).