ESTADOS DE ALMA

cem sonetos de vida e amor

 

Tomás Paquete

 

Edição e Distribuição - Encomendas:

Editorial Minerva

Rua da Alegria, nº 30 - 1250-007 Lisboa

Tel. 213224950 - Tm 933631618 - Fax 213224952

minerva-tania@sapo.pt

 

Data - 1ª Edição: Junho de 2007

Coordenação literária: Ângelo Rodrigues

 

 Capa: Diana Azevedo Batalha

http://fragmentos-em-papel.blogspot.com

 

ISBN: 978-972-591-710-7

Depósito Legal: nº 258350/07

Formato: 21 x 15 cm

Páginas: 112

Preço de capa: 10 € (IVA incluído)

 

PREFÁCIO

Há 30 anos, produziu-se na Guiné-Bissau um momento literário de rara inspiração. Sob a batuta de Mário Pinto de Andrade, intelectual angolano que coordenava o Conselho Nacional de Cultura, catorze jovens aspirantes a poeta reuniram alguma da sua lavra e aconteceu, a primeira colectânea de poesia de um país emergente de uma longa luta de libertação nacional: — Cinquenta poemas sob o título de “Mantenhas para quem Luta”.

Nesta plêiade de “escribas” figurava Tomás Soares Paquete, o Talass, com três textos: “Retorno”, “Ao acaso… No mar…” e “A Soweto”. Cantos à terra reencontrada, a África, preocupações sociais e políticas, estavam em sintonia com os demais companheiros e com o próprio momento histórico que então se vivia. Passaram-se três décadas eis que Tomás Paquete reaparece com cem sonetos de vida e amor a que ele chama de “Estados de Alma”, um livro que vai marcar a ruptura do poeta com o passado. Estamos perante outro estilo literário e outro espaço temático.

Descortina-se por entre as palavras rimadas, eivadas de estética e ternura, uma musa inspiradora à qual o autor também dedica muito dos textos escritos num hiato de dois anos. Outros motivos vão aparecendo à medida que a esteira de sentimentos se alarga e abrange outros espaços físicos e geográficos. Ainda quando fala de lagos, rios e montanhas que foi conhecendo por esse mundo fora, é o amor que sublima os cantos. Mas há a destacar que mesmo longe, confrontado com cenários de rara beleza, ele reclama a ausência da mulher que lhe “fez conhecer o amor” e questiona “De que me serve o estreito de Malaca, /a beleza de Sumatra, /o sol as praias/se não te posso sentir e ter-te agora, /neste mar de histórias de piratas e areais/…

Mas nada coíbe ou limita o poeta. Vencido e convencido pelo amor descoberto, vai mais longe, escancara os seus sentimentos e revela como pôs termo ao jejum literário. Por ti voltei a sentir poesia. /A declamar versos lindos, /deixar viver a euforia/ o formigar dos sentidos/…

O conjunto deste trabalho pelo vigor, vivacidade e forma de contar, assemelha--se a uma crónica. Uma extensa e avassaladora crónica de amor. Uma crónica que se vai recriando com vários títulos e apresentados sob a forma de sonetos bem conseguidos que nem a fantasia e a melodia sempre presentes, alteram o rumo. O rumo devidamente identificado a cada momento sob a toada ritmada da paixão ardente. Um rumo que nunca se afasta do cais onde deseja acostar e refinar …um amor forte, avassalador,/ … com despedidas, reencontros, mesmo dor, / emails, sms de amor, o tudo sem atritos/… Amores… / feitos de pérolas de chuva caídas em desertos,/ de canções, que nem a uma deusa jamais embalaram.

Paquete, o Talass, inunda a escrita de amor. Está de regresso e auguramos que mantenha este estado da alma, deixe espraiar a poesia por outras áreas temáticas e convoque também outros personagens.

Mantenhas para quem ama!

Lisboa, 21 de Maio de 2007

António Soares Lopes Jr

(Tony Tcheka)

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