METADES - poesia & prosa

poesia & prosa

Leonino Sousa Santos

leoninosantos@yahoo.com

 

Data: Março de 2003

Coordenação literária: Ângelo Rodrigues

Capa e desenhos do interior: Jorge Miguel Rodrigues, 2003

ISBN: 972-591-563-1

Depósito Legal nº 191289/03

Formato: 21 x 14,5 cm

Páginas: 104

Preço de capa: 10 €

 

PREFÁCIO

 

«OS HOMINI SUBLIME DEDIT»

 “deu (Deus) ao homem um rosto voltado ao céu;

só o homem é capaz de ter aspirações sublimes”

 (Ovídio, Metamorfoses, 1, 85) 

Sobre LEONINO SOUSA SANTOS, natural de Jequié – Bahia – Brasil, naturalmente vivendo em Cacém – Lisboa – Portugal e naturalizado cidadão lusófono «...a saber: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé & Príncipe...» (in “Considerações do Autor”), ao que eu acrescentaria também Timor Lorosae, e sobre o seu livro “METADES”:

 

«Quanto Tejo ainda falta/Se já me falta o ar/Nesta mistura de Tejo e mar?»

«Estou na Bahia/E vejo o mar/Este oceano.../Atlântico»

 

O poeta dedica a sua obra, em primeiro lugar «Àquele que É» e por fim ‘àqueles que são’. Ficamos logo esclarecidos! Não sobra margem de dúvida, mesmo para os que ainda o não conheciam ou com ele não tinham partilhado a aventura de “BUSCA” (Editorial Minerva). Estamos perante um autor espiritualista e um livro da espiritualidade, um HOMEM-COMBATENTE, um resistente pro-activo anti-aquela-estupidez que parece ter contagiado grande parte da humanidade,

«Acordo no silêncio/Não vejo luz/.../E tudo são sombras ainda...»

numa hibernação de consciências e atitudes que a leva a abdicar dos seus direitos e deveres de cidadania. Muito bem, estou (estamos???) pronto a partilhar esta outra viagem contigo. Embarquemos então na tua proposta poética e literária, ó humanista. Conduz-nos pela beleza que carecemos, alivia a nossa dor, estímula a nossa capacidade intelectual.

 

Surpresa. Enorme surpresa. O autor propõe aos seus leitores «a dialéctica», «o caos», «a confusão», «a loucura», «a razão», sem esquecer o balançar entre «o sonho e a desilusão», «o amor e o ódio», num questionar a intimidade e a interioridade, arrojado e difícil, mas tremendamente interessante. Arrojado, porque ao levar as consciências dos exigentes leitores de poesia, a debruçarem-se sobre as razões da alma, os impulsos genéticos ou a atitude, corre um sério risco de não corresponder às expectativas, se lhe faltar uma dose hercúlea de talento e ousadia. Difícil, porque a proposta implica o exemplo, o despir das máscaras que defendem os nossos segredos, muitas vezes - e antes de mais - de nós mesmos, oferecendo em ritual de sacrifício o poeta-íntimo. Mas interessante, se todos os requisitos exigidos estiverem cumpridos, e a odisseia representar a mais-valia explosiva dos festivais de cor-movimento, dor-reflexão, doacção-despojo e fantasia-emoção.

 

O resultado foi espantoso! Li “METADES” sem conseguir parar. Logo de imediato senti um impulso incompreensível de o reler. Após algumas horas de ‘digestão’ tive que retomar a leitura. Não estando satisfeito fi-lo mais três ou quatro vezes. Em todas as viagens, senti o sabor da descoberta, o aroma do estímulo, apalpei ansiedades, vi deuses e monstros, ouvi dramas e conquistas, «A imagem/Embora aparente do meu ser/Não sou eu/ A que passou, sim.../Fui eu.» em epopeias de íntima-interioridade, SEMPRE DIFERENTES, EM TODAS E CADA UMA DELAS, HAVIA DIVERSIDADE DE RESULTADOS. Como seria possível, fazer o mesmo caminho e chegar a sítios diferentes?

«Ser mais e mais menos eu/

No eu que em mim sucumbe e morre/

Para se revelar sempre novo, sempre outro/

Neste eterno eu de não em mim»

 

Só pela riqueza do Ser-poeta, da proposta-poesia e do valor-amor que nos apresentava o Leo. De facto, de cada vez parti de um eu diferente, sempre mais enriquecido pelo calor da experiência a que o ‘guia’ me conduzia, até inclusive, me ter libertado da sua tutela e iniciaticamente conseguir as minhas próprias representações, nas do poeta, roubando-lhe a obra, que aí já era MINHA.

 

«Do infinito,/Emprestam-me sentidos.../

E o texto nasce sentido/- Descodifica-se poesia»

 

Obrigado Leonino. Obrigado amigo.

 

Uma última referência à parceria palavra-imagem, Leonino Sousa Santos-Jorge Miguel Rodrigues que já nos tinha emocionado em “BUSCA” (também pela Editorial Minerva). Simples, eficaz, comunicativa, bela. Por favor continuem e pensem em novos projectos mais ousados. Ao vosso estilo.

 

von Trina

poeta Hiper-Espiritualista

e combatente da dignidade

e cidadania humanas.

CONVITE

EDITORIAL MINERVA e o autor têm o prazer de convidar V. Exª, família e amigos, para a Sessão de Apresentação da obra poética METADES - poesia & prosa de leonino Sousa Santos, a realizar no Sábado, dia 1 de Março de 2003, pelas 17:30 horas em

PALÁCIO GALVEIAS - Biblioteca Municipal Central

Campo Pequeno - Lisboa

Coordenação da sessão e breve reflexão sobre a obra pelo escritor e "animador de cultural" Ângelo Rodrigues. Apresentação da obra e autor pelo escritor e "animador de ideias" Júlio Roberto. Selecção e leitura de alguns poemas da obra por Richard Graal. Performance musical pelo maestro Francisco de Assis.

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